Entre
numa agência bancária e diga ao gerente que está procurando um investimento
para sua aposentadoria. Provavelmente ele vai lhe apresentar um PGBL ou um VGBL,
os modernos planos de aposentadoria. Deixe ele falar sobre as qualidades e
vantagens do produto. Mas não precisa prestar muita atenção. Depois que ele
terminar, coloque o produto de lado. Provavelmente este não é o produto ideal
para atender suas necessidades.
Então volte-se para ele e diga que você quer o plano de aposentadoria que melhor se encaixa as suas necessidades e que aqueles dois já estão fora de sua análise. Isso porque há uma enorme chance dele primeiro apresentar o produto que vai contribuir para que ele consiga alcançar a meta de vendas estabelecida pelo banco. Comece explicando ao gerente que você entende que ele precisa bater as metas, mas que nesse caso você também precisa garantir uma aposentadoria confortável.
Parece simples, mas é impressionante o número de investidores que ainda compram os planos errados nas agências bancárias. Quando disser que quer comprar um plano de aposentadoria, a primeira pergunta que precisará ouvir de seu gerente é, portanto, esta: você paga ou não IR? Só então é possível escolher entre um ou outro.
Se você vai ou não utilizar o benefício fiscal embutido nos PGBLs faz toda a diferença na hora de escolher seu plano. Quer dizer, se você paga Imposto de Renda deve optar pelos PGBLs que têm um benefício fiscal de até 12% sobre a renda tributável. Mas se você é isento ou faz a declaração simplificada do IR ou já aplica em algum PGBL até o limite dos 12%, então deve optar pelos VGBLs. Os dois são fundos de investimentos para poupança de longo prazo. Ocorre que quando você resgata do seu PGBL é tributado sobre o valor total do resgate, obedecendo a tabela progressiva do IR. Num fundo de investimento comum ou num VGBL, você só é tributado sobre o ganho de capital. Se você utilizou o benefício fiscal, está fazendo um belo negócio optando pelo PGBL. Caso contrário estará perdendo dinheiro.
A segunda etapa desse processo é um pouco mais complicada. Trata-se do custo desses planos de aposentadoria. São fundos de investimentos e por isso cobram taxa de administração. Mas o problema é que os planos que estão nas prateleiras das agências ainda custam tão caro que praticamente anulam o efeito do benefício fiscal. Por isso, peça ao seu gerente para ir buscar aquele plano que está fora das prateleiras porque só é oferecido aos clientes privates (aqueles que têm aplicações acima de R$ 1 milhão). Os PGBLs e VGBLs também cobram taxa de carregamento, que você paga sempre que faz uma aplicação.
Muita atenção porque hoje já é possível encontrar planos que não cobram taxas de carregamento e que são bem razoáveis na cobrança da taxa de administração. Portanto, vale a pena pesquisar. Lembre-se de que há diversos sites de corretoras on line, seu próprio banco deve ter um, que mostram diferentes fundos e você pode então comparar as taxas e também as performances dessas carteiras.
É provável que alguns investidores encontrem ainda gerentes que vão oferecer títulos de capitalização como uma boa opção de investimento para aposentadoria. Nesse caso nem termine a conversa. Peça para encerrar a sua conta e troque de banco. Título de capitalização não é investimento, é jogo.
Então volte-se para ele e diga que você quer o plano de aposentadoria que melhor se encaixa as suas necessidades e que aqueles dois já estão fora de sua análise. Isso porque há uma enorme chance dele primeiro apresentar o produto que vai contribuir para que ele consiga alcançar a meta de vendas estabelecida pelo banco. Comece explicando ao gerente que você entende que ele precisa bater as metas, mas que nesse caso você também precisa garantir uma aposentadoria confortável.
Parece simples, mas é impressionante o número de investidores que ainda compram os planos errados nas agências bancárias. Quando disser que quer comprar um plano de aposentadoria, a primeira pergunta que precisará ouvir de seu gerente é, portanto, esta: você paga ou não IR? Só então é possível escolher entre um ou outro.
Se você vai ou não utilizar o benefício fiscal embutido nos PGBLs faz toda a diferença na hora de escolher seu plano. Quer dizer, se você paga Imposto de Renda deve optar pelos PGBLs que têm um benefício fiscal de até 12% sobre a renda tributável. Mas se você é isento ou faz a declaração simplificada do IR ou já aplica em algum PGBL até o limite dos 12%, então deve optar pelos VGBLs. Os dois são fundos de investimentos para poupança de longo prazo. Ocorre que quando você resgata do seu PGBL é tributado sobre o valor total do resgate, obedecendo a tabela progressiva do IR. Num fundo de investimento comum ou num VGBL, você só é tributado sobre o ganho de capital. Se você utilizou o benefício fiscal, está fazendo um belo negócio optando pelo PGBL. Caso contrário estará perdendo dinheiro.
A segunda etapa desse processo é um pouco mais complicada. Trata-se do custo desses planos de aposentadoria. São fundos de investimentos e por isso cobram taxa de administração. Mas o problema é que os planos que estão nas prateleiras das agências ainda custam tão caro que praticamente anulam o efeito do benefício fiscal. Por isso, peça ao seu gerente para ir buscar aquele plano que está fora das prateleiras porque só é oferecido aos clientes privates (aqueles que têm aplicações acima de R$ 1 milhão). Os PGBLs e VGBLs também cobram taxa de carregamento, que você paga sempre que faz uma aplicação.
Muita atenção porque hoje já é possível encontrar planos que não cobram taxas de carregamento e que são bem razoáveis na cobrança da taxa de administração. Portanto, vale a pena pesquisar. Lembre-se de que há diversos sites de corretoras on line, seu próprio banco deve ter um, que mostram diferentes fundos e você pode então comparar as taxas e também as performances dessas carteiras.
É provável que alguns investidores encontrem ainda gerentes que vão oferecer títulos de capitalização como uma boa opção de investimento para aposentadoria. Nesse caso nem termine a conversa. Peça para encerrar a sua conta e troque de banco. Título de capitalização não é investimento, é jogo.
Mara Luquet, editora Investimentos e Carreiras e autora do livro Gestores de Fortunas.
Fonte: Valor Econômico - outubro/2003.
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