sexta-feira, 31 de maio de 2013

O país dos “sem-previdência”

Quase metade dos habitantes do país não possui qualquer tipo de previdência ; a partir de 2035, teto da aposentadoria pública será de apenas três salários mínimos.
 
O histórico de mau poupador do brasileiro se tornou uma ameaça ao sonho da aposentadoria tranquila. Quase metade dos brasileiros – 48% – não faz nenhum tipo de contribuição para quando deixar o mercado de trabalho e 42% recolhem apenas para o INSS, segundo o indicador da Serasa Experian de Educação Financeira do Consumidor, lançado no início deste mês. Os conscientes e precavidos, que além da previdência social também contribuem para planos de previdência privada, somam 5% – outros 2% têm apenas previdência privada e 3% não souberam responder.
Em um país que envelhece no dobro da velocidade que foi observada nos Estados Unidos, esses dados são extremamente preocupantes, afirma o especialista em previdência Renato Follador. A origem do problema, segundo ele, é a conhecida falta de educação financeira e previdenciária do brasileiro, que leva à incapacidade de pensar e planejar o futuro. “O maior crime em relação à velhice das pessoas é não orientá-las sobre a necessidade de guardar dinheiro. Qualquer governo com visão estratégica deveria educar sua população para o futuro”, diz.
Diante do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o risco de faltar dinheiro para a aposentadoria por conta da falta planejamento é cada vez maior. Muitas pessoas ignoram essa possibilidade ao longo da vida e se veem obrigadas a continuar trabalhando, mesmo na velhice. Hoje, de cada três pessoas que se aposentam, duas permanecem no mercado de trabalho para poder manter o mesmo padrão de vida, afirma Follador.
Segundo o professor de Finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Picolli, a idade limite para aderir a um plano de previdência privada a tempo de garantir uma boa reserva para a aposentadoria é com 40 anos. A partir daí, a única solução é promover uma mudança no padrão de vida, diminuindo os gastos e aumentando os aportes mensais.
“Das três variáveis de um investimento – valor, tempo de investimento e remuneração –, o tempo é o que proporciona o melhor resultado. Entre poupar o dobro ou contribuir o dobro do tempo a segunda opção é sempre a mais recomendada, porque a regra dos juros compostos joga a favor de quem poupa mais tempo e não de quem poupa mais ou tem remuneração melhor”, explica Picolli.
De acordo com especialistas, a exemplo do que já ocorreu em outros países, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vai ter muita dificuldade para manter o atual padrão de aposentadoria no Brasil e, em hipótese alguma, terá condições de melhorar a previdência social. De 20 salários mínimos na década de 1970, o teto da aposentadoria caiu para os atuais 6,1. “Daqui a oito anos, quem se aposentar com a atual política de aumento do salário mínimo terá direito a cinco salários mínimos. Em 2035, o teto cairá para três salários mínimos, o que deve corresponder a R$ 2.034”, projeta o especialista em previdência.
Rentabilidade depende de revisão anual
Não existe milagre quando se trata de investimento em previdência privada, dizem os especialistas. A lógica é clara: quanto maior o tempo de investimento, menor é o montante a ser aplicado. Por outro lado, quem tem pouco tempo para poupar precisa desembolsar mais. Mesmo quem já possui investimentos dessa natureza não deve descuidar, achando que o futuro está garantido. Esse é um erro que pode custar caro, afirma o superintendente comercial da seguradora Mongeral Aegon, Ednei Cesar de Andrade. Segundo ele, é importante que o investidor acompanhe de perto as mudanças e oscilações do mercado e faça uma revisão anual do seu plano de previdência privada. “Investidor com perfil estático tende a perder boas oportunidades, principalmente porque as modalidades de investimentos são bastante flexíveis e permitem trocas de planos para obter melhores rendimentos.”, diz Andrade. Há cerca de três anos, alguns planos de previdência privada projetavam rentabilidade de 10% a 12% ao ano. Hoje o cenário é outro e a rentabilidade oscila entre 6% e 7%, considerando a soma de aplicações em renda fixa e variável, como as ações da Bolsa de Valores, explica Andrade.
Opções
Diante desse cenário, a saída é pagar mais para manter a projeção futura de retirada do investimento ou diversificar as aplicações. “Existem bons produtos no mercado, mas é preciso pesquisar. Uma boa alternativa para investimento em aposentadoria é o Tesouro Direto”, afirma o professor de Finanças da UFPR, Pedro Piccoli. Segundo ele, os juros que o governo paga para títulos do governo são altos e vantajosos. Além disso, investidores com apetite para o risco não devem deixar de considerar o mercado de ações. A poupança, segundo Piccoli, não é um bom negócio. “A única vantagem da poupança é a questão da liquidez, que não importa muito em investimentos de longo prazo como para a aposentadoria”. Segundo Piccoli, o investidor deve ficar muito atento às taxas de administração e carregamento de alguns fundos de previdência. Em muitos casos esses custos são tão altos que comprometem a rentabilidade do investimento.
 
Sistema falido
Países optam por previdência privada compulsória
Em busca de saídas para incapacidade do seu sistema previdenciário, o Reino Unido vai obrigar os trabalhadores e empresas a contribuírem com a previdência privada. A obrigatoriedade começa a valer a partir de 2017 e é destinada aos trabalhadores com mais de 22 anos que tenham rendimentos de R$ 24.639 por ano. A contribuição será dividida entre o empregador (4%), trabalhador (3%) e governo (1%) por meio de isenção tributária.
A falência do sistema previdenciário é um processo natural em países que vivem a soma do desenvolvimento econômico e evolução demográfica. A diferença é que em países como a Alemanha, Estados Unidos, Japão e Holanda, que já venceram esta fase, a consciência de que é preciso guardar dinheiro para o futuro vai além da teoria, afirma o especialista em previdência Renato Follador, que se diz um defensor da compulsoriedade da previdência privada. “Quando a educação financeira e previdenciária é insuficiente para garantir a economia de dinheiro para o futuro, é preciso recorrer a outros mecanismos”,diz.
 
Precavido
Aposentado continua trabalhando e aposta em fundo privado
Aposentado pelo INSS com 85% do teto de R$ 4.157,05 da aposentadoria, o funcionário da Volvo Celso Castro Nieweglowski sabe que se fosse depender apenas do salário que recebe da previdência social, não conseguiria manter o padrão de vida que conquistou ao longo dos mais de 40 anos de trabalho. Ele é responsável pela área de pós-vendas da Volvo no Brasil e, aos 60 anos, está se aproximando da sua aposentadoria na multinacional. Além de um plano de previdência privada pago em conjunto com a empresa, há cinco anos Celso aderiu a um novo plano do Fundo Paraná, que ele planeja retirar quando completar 65 anos. “Essa preocupação veio de encontro a minha necessidade de ter uma aposentadoria tranquila e manter o mesmo padrão de vida”, diz Celso, que fez os cálculos e concluiu que vai precisar de 70% da sua renda atual para atingir esse objetivo. “Esse tipo de investimento rende mais do que aplicação na poupança ou renda fixa, mas é preciso ficar de olho nas taxas de carregamento e administração e na confiabilidade das empresas que oferecem esse serviço”, recomenda.
 
 

domingo, 26 de maio de 2013

Demorar para planejar aposentadoria sai caro

Adiar o sonho custa caro

Quem demora muito para decidir como garantir uma aposentadoria tranquila compromete, e muito, seu padrão de vida no futuro. Em planos de Previdência Privada, sistema que acumula recursos que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar, as mensalidades ficam mais "salgadas".

 
Por exemplo, uma pessoa que escolhe fazer um plano aos 20 anos de idade terá de desembolsar mensalmente algo em torno de R$ 43. Com 40 anos, esse valor sobe consideravelmente: R$ 244 mensais, levando-se em conta um rendimento de 8% ao ano.
É importante lembrar que as simulações devem ser levadas em conta como referência, já que por ser um investimento de longo prazo, está sujeito a às variações econômicas do período.
Ao escolher o plano que se adapta melhor ao seu perfil, é importante que você fique atento à solidez da instituição escolhida, para evitar problemas futuros.
Em caso de dúvida, pode-se consultar a Susep (Superintendência de Seguros Privados), que tem um serviço de ligação gratuita pelo número 0800-218484. A Susep também pode ser contatada pela Internet.
Outra dica que pode ser valiosa é que o acompanhamento do desempenho da sua aplicação deve ser acompanhado bem de perto. Isso porque, no decorrer do período, você poderá trocar a aplicação para outro tipo de plano, ou mesmo de instituição, sem a incidência de impostos.
De forma geral, os especialistas recomendam que os mais jovens devem optar por planos mais agressivos, que estejam mais vinculados à renda variável. A recomendação é contrária para aqueles que começam a aplicação mais tarde, pois grandes variações podem comprometer o montante final.
Lembre-se sempre que como são valores cumulativos, a decisão de começar cedo é decisiva para que os valores aplicados sejam menores.
 

Fonte: Redação Terra

A Velhice mudou

Estratégias de Investimento em 2013

O que o brasileiro precisa ter em mente na hora de investir? O que devo me preocupar na hora de investir? Qual é meu perfil de investidor? Não deixe de conferir as dicas sobre as estratégias de investimentos no atual cenário econômico no vídeo abaixo:

Como poupar para aposentadoria, proteger sua família de algum imprevisto e ainda obter benefício fiscal?

Um dos principais objetivos de quem procura um plano de previdência é poupar para a aposentadoria e garantir a tranquilidade financeira da família no futuro. Mas, e se algum imprevisto te impedir de acumular os recursos necessários? Você e sua família estarão protegidos? As soluções de planejamento financeiro são cada vez mais eficientes e para equacionar essa questão já é possível adicionar ao seu plano de previdência produtos de proteção financeira.
Como funciona?A ideia é que ao decidir por um plano de previdência, a pessoa possa adicionar coberturas para proteção da família no caso de algum imprevisto, ou contratá-las individualmente. São elas: pecúlio por morte, pensão por prazo certo e renda por invalidez.
Qual a vantagem?O grande diferencial é a possibilidade de contratar no mesmo momento (mesma proposta e único pagamento) produtos complementares, fundamentais no planejamento financeiro de qualquer individuo que deseja segurança e proteção para sua família. A parte destinada a acumulação irá para reserva de previdência e a parte destinada a cobertura de proteção familiar irá custear o pagamento dos benefícios.
Benefício FiscalOutro ponto de destaque é que as modalidades de renda por invalidez e pensão por prazo certo são dedutíveis no Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual, como o PGBL.
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Apenas 7% dos brasileiros investem em previdência privada, diz Serasa

Uma pesquisa do Serasa Experian de Educação Financeira do Consumidor indicou que apenas 7% dos brasileiros investem em previdência privada para a aposentadoria. Deste total, 5% contribuem também para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e 2% somente em previdência privada.
A pesquisa ainda mostrou que 42% fazem contribuições para o INSS, enquanto 48%, ou seja, a maior parte dos entrevistados, não faz nenhuma contribuição para a aposentadoria, mostrando assim, a negligência dos brasileiros em relação às finanças quando pararem de trabalhar.
O novo índice do Serasa, inaugurado nesta semana, é um dos únicos e já o principal e mais detalhado indicador do nível de educação financeira da população brasileira. O estudo entrevistou 2.002 pessoas em 142 cidades de todos os estados do país durante os três primeiros meses do ano.
Para completar a pesquisa, 2% dos entrevistados não souberam responder a pergunta e 1% simplesmente se recusou a participar.
Falta de planejamento
O estudo do Serasa deixou explícita a falta de planejamento financeiro dos brasileiros quando o assunto é aposentadoria, mostrando que eles, em geral, não se preocupam a longo prazo. A pesquisa mostrou também que mesmo quem planeja a aposentadoria, na maioria das vezes, faz isso da maneira errada, como por exemplo, considerando que ela durará apenas 10 ou 15 anos, investindo sem contar com a inflação ou acreditando que os gastos vão diminuir futuramente.
 
Fonte: InfoMoney - Data: 15/5/2013.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

INSS ou previdência privada?

Durante muitos anos ouvimos dizer que o INSS era a melhor forma de previdência que havia e que poderíamos fazer complementarmente uma previdência privada para aumentar nossa renda.
Recentemente, ouvi uma entrevista de um economista nos provocando para refletir sobre qual é a real previdência complementar: a previdência privada ou o INSS?
A reflexão faz sentido pois também já ouvimos dizer que tempos atrás o teto da aposentadoria do INSS era de 10 salários mínimos.
 
Você sabe qual é o teto da aposentadoria do INSS hoje?
Atualmente, o teto da previdência social (INSS) é de R$ 3.467,00, o que corresponde a 6,8 salários mínimos. O gráfico abaixo demonstra que ano após ano o teto do INSS tem perdido seu valor quando comparado com o valor do salário mínimo. Nos últimos 5 anos o teto do INSS caiu em média 0,4 salários mínimos por ano.
  • Se o teto do INSS ainda fosse os 8 salários mínimos que vigoravam em 2006, o teto atual seria de R$ 4.080,00
 A continuar com esta tendência, em que o teto do INSS está se distanciando do valor do salário mínimo, em 10 anos (ano de 2020):
  • Perdendo o equivalente a 0,10 do salário mínimo a cada ano, teremos em 2020 um teto do INSS de 5,8 salários mínimos, o que equivaleria a atuais R$ 2.958,00.
  • Perdendo o equivalente a 0,20 do salário mínimo a cada ano, teremos em 2020 um teto do INSS de 4,8 salários mínimos, o equivalente a atuais R$ 2.448,00.
  • Perdendo o equivalente a 0,30 do salário mínimo a cada ano, teremos em 2020 um teto do INSS de 3,8 salários mínimos, o equivalente a atuais R$ 1.938,00.
 
 
Feita esta análise faço a pergunta: daqui a 10 anos qual será a previdência complementar: o INSS ou a previdência privada? Quem vai complementar quem?
Infelizmente, as estatísticas nos mostram que se não fizermos nós mesmos nossa própria previdência (através de um FAPI, VGBL, PGBL ou uma simples aplicação) teremos dificuldades em nos manter no futuro com o benefício do INSS.
Sua empresa oferece algum plano de previdência privada como benefício? Se sim, faça logo sua adesão. Se não, busque hoje mesmo informações sobre como obter seu plano de previdência complementar.